Desafios da Contabilidade no Setor Segurador: A Nova Proposta do IASB
Complicar o que se queria simplificar
Sapo
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Nuno Oliveira Matos critica as mudanças propostas pelo International Accounting Standards Board (IASB) no Exposure Draft ED/2025/1, que introduz o Risk Mitigation Accounting (RMA). Ele argumenta que o modelo não se aplica adequadamente ao setor segurador, que opera sob lógicas contábeis e econômicas distintas das do setor bancário.
- 01O IASB propôs mudanças que podem não se adequar ao setor segurador.
- 02O RMA visa alinhar o relato financeiro à gestão de riscos, mas pode aumentar a fragmentação das informações.
- 03As características únicas dos contratos de seguro dificultam a aplicação do conceito de 'reprecificação' proposto.
- 04A eliminação do IAS 39 sem uma alternativa funcional pode gerar um vácuo no setor.
- 05O período de consulta do IASB é uma oportunidade para o setor segurador influenciar as mudanças.
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Nuno Oliveira Matos expressa preocupações sobre o Exposure Draft ED/2025/1 do International Accounting Standards Board (IASB), que introduz o conceito de Risk Mitigation Accounting (RMA) e altera as normas IFRS 9 e IFRS 7, descontinuando a IAS 39. Embora a proposta busque alinhar o relato financeiro à gestão de riscos, Matos argumenta que o modelo não é aplicável ao setor segurador, que possui características estruturais diferentes do setor bancário. As empresas de seguros enfrentam um equilíbrio delicado entre várias lógicas contábeis, e a introdução do RMA pode aumentar a fragmentação das informações financeiras, dificultando a compreensão da gestão de riscos. Além disso, a proposta pode resultar na eliminação do IAS 39 sem uma alternativa viável, aumentando a volatilidade nas demonstrações financeiras. Matos conclui que o RMA pode criar a ilusão de alinhamento entre economia e contabilidade, mas não resolve as questões fundamentais do setor. O período de consulta representa uma oportunidade para o setor segurador influenciar as mudanças e garantir que a informação financeira reflita a realidade da gestão de riscos.
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As mudanças propostas podem afetar a forma como as empresas de seguros relatam suas finanças, potencialmente aumentando a volatilidade e a fragmentação das informações financeiras.
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