A Normalização da Desinformação: Impactos do Brexit e das Eleições de 2016
Normalização da desinformação: Momentos de viragem? Brexit e Trump (2016)

Image: noticiasaominuto
O investigador Miguel Paisana destaca que eventos como o Brexit e as eleições nos EUA em 2016 marcaram uma virada na visibilidade da desinformação. Em Portugal, a normalização do fenômeno é impulsionada por investimentos da União Europeia e um ecossistema mais robusto de atores que combatem a manipulação de informações.
- 01Brexit e as eleições de 2016 foram momentos cruciais na visibilidade da desinformação.
- 02A normalização da desinformação em Portugal acompanha tendências europeias, com maior integração e resposta ao fenômeno.
- 0371% dos portugueses expressam preocupação com a desinformação, especialmente em relação a influenciadores e políticos.
- 04A desinformação circula mais rapidamente que a informação, favorecendo plataformas digitais.
- 05Portugal não é um alvo prioritário de campanhas externas de manipulação, mas enfrenta uma produção doméstica de narrativas enganosas.
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No contexto da iniciativa 'A desinformação é normal', do Observatório Ibérico de Média Digitais, o investigador Miguel Paisana analisou como eventos como o Brexit e as eleições norte-americanas de 2016 mudaram a percepção sobre a desinformação. Ele destacou que, embora em Portugal a transição tenha sido mais sutil, houve uma importação de narrativas e estratégias que se tornaram mais visíveis na última década. Inês Narciso, do CyberPeace Institute, complementou que a normalização da desinformação é resultado de um ecossistema mais robusto na Europa, com investimentos da União Europeia em pesquisa e jornalismo. Apesar de Portugal não ser um alvo prioritário para manipulações externas, a produção interna de narrativas enganosas tem aumentado. O mais recente Digital News Report Portugal 2025 revelou que 71% dos portugueses estão preocupados com a desinformação, especialmente em relação a influenciadores e políticos. A desinformação, muitas vezes descontextualizada e emocionalmente carregada, circula mais rapidamente que a informação verdadeira, criando uma 'economia digital paralela' que prolifera em áreas como saúde e bem-estar.
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A crescente normalização da desinformação pode afetar a maneira como os cidadãos consomem informações, influenciando decisões políticas e sociais.
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